Guilherme Pintto
Estamos
quase sempre ocupados com o desejo de não ficarmos tão ocupados no
futuro. As plataformas às quais nos conectamos vendam nossos olhos: a
ATENÇÃO é o ouro do agora. O computador resolve "quase" tudo, os
algoritmos estão sempre à nossa disposição, o tempo todo. Mas, e a nossa
comunicação? O nosso tempo com o outro? O que entala? O que vai somando
no inconsciente, trancando na garganta, fazendo o corpo ter dificuldade
para digerir? Pais que dão presentes por não estarem presentes, jovens
que vêm acreditando que a interação nas redes sociais é mais importante
que exercer o afeto off-line, nós que vamos deixando passar, deixando de
dizer, porque é menos uma coisa para lidar... O objetivo deste livro é
falar do óbvio, como o próprio título já diz. Afinal, se fosse tão óbvio
assim, que diabos estaríamos fazendo aqui?